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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Não insista!

Insistência é uma das características principais da minha sogra. E parece que nos últimos tempos, pelo menos uma vez por semana, ela aparece com alguma roupa para eu experimentar, pra ver se serve. Ela experimenta, fica largo, passa pra mim. Mas o caso é que existe uma graaande diferença entre ficar largo para minha sogra e servir em mim. Principalmente se tratando de calças e saias, que é sempre o que aparece.
Aqui nessa casa TODO MUNDO é magro (exceto eu e a Preta). Ninguém engorda (só eu e a Preta). Meu namorado é magrelíssimo, minha sogra é magra, minha cunhada é magra, até a Soraya, uma das cachorras, é magra. Mas acontece que eu adquiri a capacidade de engordar com o passar dos tempos, acumular tecido adiposo e tals. Eu não sou gorda, mas também não sou magrela. Aí minha sogra sempre aparece com umas roupas que jamais serviriam em mim, já que eu naturalmente tenho dificuldade pra comprar calças e ODEIO comprar calças. Na verdade nem se eu emagrecesse as coisas que minha sogra me dá serviriam em mim, já que meu tipo físico é bem diferente do dela. Resumindo, sem querer, minha sogra me humilha semanalmente com suas roupas de pessoas magras, insistindo pra que eu experimente mesmo que eu já tenha certeza que não vai servir.

Eu e Preta - as gordas da casa.

Então farei aqui um apelo pessoal que ela não vai ler, mas mesmo assim: Dona Eni! Por favor, não insista, suas roupas nunca vão servir em mim! Beijos, Bia.

Mas só pra não dizer que eu não ganho nada por não servir, ganhei duas bolsas e uma pantufa! Não vale, mas é alguma coisa!

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Dia dos Namorados

Eu fiz esse vídeo em 2010 e até hoje posto ele em todas as redes sociais que faço parte no dia 12.
Por que?
Porque eu gostei dele e porque deu trabalho! Modéstia a parte, ficou bonitinho de um jeito não-brega, EU ACHO. E vale pra todos.
Até porque, mesmo tendo namorado eu realmente não ligo pra Dia dos Namorados.
Então aí vai meu stop motion tosco!


Feliz Dia do Beagle!

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

A volta dos mortos vivos



Nome: Bia.
Função: abandonar blogs.






Ééé, coitadinho! Só pra variar eu acabei deixando esse pobre blog de lado. Mas ontem me deu uma vontade grande de retornar e aqui estou. Antes achava que não tinha nada pra contar, mas recapitulando aqui, eu lembro que tenho algumas coisinhas sim. Vou dar notícia atrasada? Vou sim! Aliás, não é mais notícia, agora é história, e isso faz parte, não é?

Nesse mês de junho, dia dois, para ser mais exata, faz cinco meses que estou morando em Minas Gerais. É óbvio que minhas expectativas quando vim pra cá foram por água abaixo.

Peraí, peraí! Eu to falando de emprego e estudo. O resto tá ótimo, to adorando morar com meu namorado e minha sogra tá sendo um amor pra mim, acho que até as cadelas gostam de mim, mas isso fica para outro post.

O caso é que o estudo furou porque não abriu turma para a pós que eu queria fazer. E o trabalho! Primeiro emprego é difícil demais, demais mesmo. Aliás, o trabalho em si já deve ser complicado, mas o mais difícil é encontrar alguém que queira te contratar. Pois é, to na dança do desempregado e às vezes bate um desânimo e eu me sinto a pessoa mais inútil da galáxia e por aí vai, mas hoje não é um desses dias, então deixemos o drama para lá.

Enquanto não consigo o tal emprego, tento gastar o tempo com alguma coisa que faça eu me sentir útil. Às vezes eu estudo (coisa que não deveria ser "às vezes" e sim "todo dia por pelo menos duas horas", mas to aqui prometendo pra mim que semana que vem vai ser diferente), às vezes invento moda (em breve posto umsa coisinhas por aqui) e às vezes me ocupo com a Rádio Gita (leiam o blog! curtam a página do facebook!). Ah, também finalmente estou lendo a trilogia do Senhor dos Anéis (no finzinho de Duas Torres, yay!) e to adorando. E aprendendo a cozinhar! Quem me viu ano passado não imagina que agora eu sei fazer algo mais do que miojo com carne moída, to até sentindo um orgulhinho de mim mesma - outra coisa que pode em breve estar aqui no blog.

Resumindo: achei o que postar! Então agora eu devo voltar pra cá, até resolver abandonar de novo, claro. Mas vou tentar não fazer isso, prometo.

Agradecendo desde já quem ler isso daqui e prometendo (ai, prometer é uma palavra forte...) coisas mais interessantes em breve.

Hasta la vista!

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Goodbye Girl

Aquele dia raro em que nós dois acordamos cedo.

Eu levanto com a maior falta de vontade do universo e vou trocar de roupa. Guardo o pijama na mala, verifico se está tudo lá (mas sempre esqueço alguma coisinha – da última vez uma calça e um sutiã). Tento levantar a mala, com muita dificuldade, só pra ver se está muito pesada. Ela sempre volta mais pesada porque eu levo uns doces de leite pras minhas amigas e meus parentes (mesmo que tenha doce de leite de Minas pra vender nos mercados da minha cidade, mas não é a mesma coisa, né?).

Acordo ele – é sempre difícil e às vezes ele acaba “brigando” comigo enquanto dorme, aí eu fico chateada porque é isso que eu faço de melhor, mas ele nem sabe o que aconteceu, já que tava dormindo, como eu já disse. Enfim. Ele troca de roupa, se der tempo a gente come alguma coisa antes de sair, mas geralmente não dá. Se der tempo nós tomamos nosso abençoado Toddy (sim, bem maduro da nossa parte) e comemos sei lá, bolacha, pão.

Olha eu detalhando demais.

Tá, aí saímos arrastando minha mala pela rua (mentira, ele que leva pra mim) e eu sempre penso que vou perder o ônibus pra rodoviária. SEMPRE. Mas até hoje não perdemos nenhuma vez. Entramos no ônibus, sentamos lá no fundo. A essa hora eu já to com a minha cara de enterro faz tempo, tipo... desde que acordei. E aí ele sempre olha pra mim e pergunta “você não vai chorar, né?” e meus olhos já enchem de lágrimas e eu faço aquele bico.

Fico ansiosa pensando que vamos chegar atrasados, querendo chegar logo na rodoviária, mas também querendo que demore um monte pra que eu possa ficar mais com ele. Mas não adianta, o tempo vai passar e a hora vai chegar.

Aquela hora temida e sofrida: a despedida.

(Até rimei)

Quando chegamos na rodoviária sempre falta bem pouco pro meu ônibus chegar. Eu fico naquela ansiedade, aquela vontade de ficar, aquele apeeerto no coração. E é abraço, beijo, pendurar no pescoço, segurar o choro, fazer manha... Mas não adianta, no final eu vou embora.

Se despedir é horrível. Eu tento não chorar porque ele não gosta (ninguém gosta de ver quem gosta chorando, né?), mas sempre acabo molhando a camiseta dele. Eu sou chorona, chorar é o que eu faço, não tenho culpa. Mas aí ele seca minhas lágrimas e me faz rir e, tá, eu não fico bem porque ainda assim eu vou embora, mas já ajuda.

Ter o apoio dele e saber que ele tá lá pra mim é ótimo, mesmo que eu vá embora. Sei que ele espera eu voltar. Difícil é sair do abraço e entrar no ônibus, ficar olhando pela janela e acenando, indo embora e vendo ele ficar.

Dói demais. É só eu sentar no banco que começo a chorar por causa daquela saudade instantânea e saber que vai demorar alguns meses pra gente se ver de novo. To nem aí se o ônibus todo vai olhar pra mim.

Mas vale a pena esperar pelo próximo encontro, sempre.

Porque é amor demais.


P.S.: To morrendo de saudades, amor.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Oh, Minas Gerais!

Conhecer pessoalmente gente que você só conhece pela internet é sempre estranho. A gente nunca sabe se a pessoa do outro lado não é um psicopata estrangulador ou algo assim. Mas tenho que dizer que eu tive muita sorte até hoje, já que todos os meus amigos e amigas que conheci são tão estranhos quanto eu achei que fossem ser, então eu estava segura. Nenhum homicida até agora.

Quando viajei pra conhecer meu namorado pessoalmente foi uma das coisas mais malucas que já fiz. E tem vários motivos pra isso:

1. Eu nunca tinha viajado de avião.

2. Eu nunca tinha ido pra tão longe sozinha.

3. Eu nunca tinha ido pra Minas Gerais.

4. Ele podia me ver e se decepcionar totalmente.

A questão do meu namorado ser um psicopata assassino de garotas inocentes eu excluo porque eu tinha certeza que ele não era. E eu estava certa.

Como eu disse, nunca tinha viajado de avião, então tinha medo de me perder nos aeroportos e fazer alguma besteira, o que é bem a minha cara. Não tinha medo de viajar de avião em si, essa parte foi bem tranquila. O problema é que pra chegar na cidade onde meu namorado mora eu tenho que pegar um avião que vai até São Paulo, em São Paulo pegar outro que vai até Uberlândia e de lá pegar um ônibus pra chegar finalmente no meu destino (ufa!). É super cansativo. Agora eu vou de ônibus, o que se você contar todas as horas só de viagem dá umas 15. Meio sofrido, mas vale totalmente a pena.

Na viagem tinha dado tudo certo, eu ia chegar na rodoviária uma hora da manhã. Não sei se preciso dizer que eu tava super nervosa. A gente nunca tinha se encontrado. E se ele me achasse muito babaca? E se ELE fosse babaca? Vai saber, né, tem gente que é diferente na internet e na "vida real". E se a gente se desse bem só escrevendo e falando de longe e quando ficássemos perto fosse chato e estranho? E se EU fosse chata e estranha? E se eu ficasse tão tímida que mal conseguisse falar com ele/olhar na cara?! Ué, era possível! Não sou nenhum pouco muito boa com pessoas.

Fiquei de olho nas placas pra ver se estávamos perto. Logo entramos na cidade. Tenho que dizer que eu gosto bastante da entrada daquela cidade. A rodovia iluminada, e aquele nervosismo misturado com alegria que eu SEMPRE sinto, não importa quantas vezes eu já tenha ido pra lá. Sempre me faz pensar que eu devo ser a pessoa que fica mais feliz no mundo por chegar naquela cidade do interior de Minas Gerais.

O ônibus chegou na rodoviária. Meu coração tava quase saindo pela boca, eu mal conseguia ouvir meus pensamentos e o que eu pensava era: FICA CALMA, SUA IDIOTA! O máximo que acontece é ele não gostar de você. Aí você espera uma semana super estranha e desconfortável e volta pra casa.

Eu dei uma arrumada rápida no meu cabelo (ou seja, passei as mãos nele pra ver se dava um jeito na juba), as pessoas começavam a sair do ônibus, então eu levantei, respirei fundo, e caminhei até a saída. Quando saí do ônibus eu não sabia se ia pegar minha mala ou ia ao encontro do G. Até hoje eu fico na dúvida quando desço do ônibus, o que é meio idiota porque é CLARO que eu devia ir primeiro ver meu namorado. Mas ok.

Lá estava ele. Não tinha me dado o bolo nem nada, tava lá me esperando, paradinho. Eu não lembro que roupa ele vestia nem todas esses detalhes do tipo, só sei que ele provavelmente tava com uma cama por cima da camiseta. A gente sorriu (oba, ele não ficou desapontado, ou pelo menos sabe fingir bem!) e fui até ele. Nos abraçamos e foi tipo... uau. Nosso primeiro abraço! Tenho que falar que nossos abraços não são abraços normais, já que deve causar uma certa dor na coluna no meu namorado, que é bem uns 20 e poucos centímetros mais alto que eu, e uma certa dor no meu pescoço, já que eu tento me esticar um pouco pra facilitar pra ele. Mas são os melhores abraços, sempre.

Eu tava meio sem jeito, claro. Fui pegar minha mala e ele foi comigo, então nós seguimos para o carro. Ah, um detalhe: o Cabeludo (tá certo que hoje em dia ele não é cabeludo, mas o G. ainda chama ele assim). Ele é amigo do G. e foi com ele me buscar na rodoviária, já que meu namorado é desprovido de automóvel. Eu e o G. fomos no banco de trás rumo à casa dele. Ainda não tinha terminado o nervosismo, já que eu ia conhecer minha sogra. E vocês devem saber como é meio... tenso. Não importa quão legal ela seja, você sempre fica com medo.

Mas deu tudo certo. Eu poderia contar mais um mooonte de coisas que aconteceram, mas aí esse texto ficaria enorme. Conheci vários amigos do G., conheci um pouco mais da cidade (e gostei) e nós demos mais certo do que eu poderia imaginar. Eu consegui conversar, fazer minhas piadas idiotas, consegui ser eu mesma, mesmo que meio tosca. E ele gostou de mim mesmo assim!

Enfim, foi, digamos, perfeito. Pena que a viagem acabou tão rápido e logo tínhamos que nos despedir, sem saber ao certo quando nos veríamos de novo...

Aí veio a despedida. Mas sobre isso eu falo uma outra hora...


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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

E foi lá que tudo começou

Tudo começou há algum tempo atrás, NA ILHA DO SOOOOOL! Er... certo, sem Netinho. Já começando o blog com piada ruim?! Credo.

Todos sabemos que o Brasil é um país bem grande. Os portugueses megalomaníacos não se contentaram com um pedacinho pequeno de terra, ainda que eles mesmos morem naquele espacinho de nada espremidos pela Espanha, então resolveram pegar grande parte do que seria depois a América do Sul e falar que eram os donos. Claro que hoje em dia não é deles porcaria nenhuma e o Brasil pertence a outros países (vá, nem que indiretamente!), mas enfim, isso aqui não é um blog sobre História. Só sobre histórias.

O que você precisa saber: o Brasil é grande pra caramba e isso atrapalha às vezes.

Sendo um país tão grande, com todos os seus 26 estados-e-um-distrito-federal, eu poderia escolher qualquer estado como meu futuro lar.

Mas o fato é: escolhi Minas Gerais.

Minas Gerais, com seus queijos, doce de leite, pão de queijo, pamonha e tudo o mais que seja derivado de leite ou milho. Com o calor, que não é lá minha coisa preferida. Com aqueles sotaques legais, povo simpático, costumes e paisagens diferentes.

Mas o mais importante: com meu namorado, que nesse blog será chamado apenas de G., amor da minha vida.

Eu moro no Paraná, mas meu namorado mora em Minas Gerais, totalizando mais ou menos 1.100 km de distância entre nós dois. Como mesmo tão longe fomos nos conhecer?, na verdade eu ainda me pergunto até hoje como isso foi possível, mas aí paro de pensar e aproveito pra ficar feliz porque aconteceu.

Bom, aí que entra o conjunto de ideias incríveis que é inclusive o que permite que você esteja lendo isso: a internet. Meus agradecimentos eternos para essas pessoas inteligentes que fizeram com que pessoas de tão longe pudessem se conhecer e que os jogos em flash online existissem.

Todos sabemos que internet é um mundo enorme cheio de pedófilos e psicopatas, gente sem noção e mulher pelada, música grátis e virus destruidor de dados, mas também de gente legal e sem problemas sérios pra viver em sociedade (sério, não é lenda!). O problema é que as pessoas legais geralmente moram super longe de você, enquanto o psicopata provavelmente é teu vizinho, aquele que fica te espiando por trás da cortina e pensa que você não vê.

Meu caso e do meu namorado foi esse: te achei legal, mas você mora longe.

Tudo começou em 2008. Foram necessárias várias coincidências e muita conspiração favorável do universo para que um dia o G. achasse meu blog e começasse a comentar, iniciando assim uma troca de comentários que resultaria nele me adicionando no MSN, centenas de conversas e depois um namoro, que começou oficialmente mesmo no começo de 2010 (quando nos conhecemos pessoalmente) e continua firme e forte até hoje - ao infinito e além.

Resumindo os fatos: meu namorado mora super longe e agora que vou me formar eu finalmente posso ficar perto dele, então vou me mudar pra lá. Estudar, arranjar emprego, morar longe dos pais... enfim, dar uma crescidinha.

Como esse post era para ser só um tipo de apresentação, provavelmente já falei demais.

Volte sempre e agradecemos a preferência paciência!


B.